Como saber se o probiótico tem qualidade?

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Nos últimos 5 anos, a procura pelo termo probióticos e assuntos relacionados quase quintuplicou em sites de buscas online. Desde pesquisas por melhora da imunidade e da saúde gastrointestinal até as recomendações para se prevenir diante da pandemia de Covid-19. Porém, com cada vez mais opções no mercado, como saber se um probiótico é de qualidade?

Antes de mais nada, é preciso entender o que são os probióticos. O termo pode ser traduzido ao pé da letra como “para a vida”, mas sua definição de acordo com a Organização Mundial da Saúde é que são microrganismos vivos que, quando ingeridos em quantidades adequadas, trazem benefício à saúde do indivíduo.

Porém, é preciso ter cuidado com esse significado para que não pareça genérico, pois existe um número considerável de espécies, principalmente de lactobacilos e bifidobactérias, que agem de maneira diferente entre si. Por isso, o primeiro passo para saber se um probiótico tem qualidade, está em entender a origem e certificação de sua cepa, lendo atentamente o rótulo do produto e consultando um profissional que possa indicar o probiótico adequado para cada caso.

Outro ponto que requer atenção na hora de optar pela compra de um probiótico está nas condições em que o produto se encontra armazenado. É necessário que os microrganismos estejam conservados de acordo com suas características e sejam  transportados de forma adequada. Isso porque algumas cepas, por exemplo, podem não sobreviver em temperaturas muito elevadas.

Combinações de cepas

Um probiótico seguro é aquele que, após um longo período de estudo sobre  características da cepa, também passou por testes de segurança e eficácia in vitro.

A cepa precisa ainda ser comprovadamente testada em humanos para poder se comercializada.

Vale destacar que existem combinações de probióticos que associam mais de uma cepa em um suplemento. Nesses casos, isso não necessariamente significa que a associação resultará em uma melhor resposta clínica. Segundo os cientistas, cepas diferentes podem competir por nutrientes e receptores, produzir componentes que matam outras cepas e ter diferentes características no que diz respeito à interação com alimentos e medicamentos.

Por último, a ação dos probióticos também pode variar de acordo com a sua forma de consumo. Uma cepa presente em um leite fermentado, por exemplo, pode não ter o mesmo efeito na forma de cápsula, e vice-versa.

Por isso, outra dica antes de escolher um probiótico de qualidade é consultar um profissional médico ou nutricionista para entender as diferenças entre os probióticos e qual deles é o ideal para as suas necessidades.

Referências:

Google Trends, 2016-2021.
https://trends.google.com.br/trends/explore?date=today%205-y&geo=BR&q=probi%C3%B3ticos

Rodriguez JM.  Probióticos: del laboratorio al consumidor. Nutr Hosp. 2015.
https://medes.com/publication/95797

Sanders ME. et al. Effects of genetic, processing, or product formulation changes on efficacy and safety of probiotics, Ann N Y Acad Sci. 2014.
https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/24571253/

Fijan S. Microorganisms with claimed probiotic properties: an overview of recent literature. Int J Environ Res Public Health. 2014.
https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC4053917/

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