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Microbiota em equilíbrio na gravidez: mãe e bebê saudáveis

A gravidez traz muitas mudanças no corpo da mulher. Alterações hormonais, hábitos alimentares e a circulação sanguínea podem levar a um quadro de constipação intestinal. A liberação de hormônios como o estrógeno e a progesterona dificultam o funcionamento intestinal na gestação, e a futura mamãe fica com o que chamamos de “intestino preguiçoso”.

O bebê, à medida que cresce, comprime o tubo digestório, o que também contribui para o desconforto intestinal.

O ideal é manter uma alimentação equilibrada, rica em fibras, vegetais e frutas.

1.000 dias

A futura mamãe também se preocupa com o nascimento de um bebê forte e saudável. “Essa postura de proteção para o feto é um conjunto de atitudes que inclui probióticos, parto natural e aleitamento materno”, explica a alergista e imunologista Ana Paula Prado, médica assistente do Hospital das Clínicas (HC) de São Paulo.

O desenvolvimento da microbiota do feto começa no útero. “O tipo de parto também influencia muito na microbiota, pois no parto normal há transferência da microbiota da mãe para o bebê. A microbiota se desenvolve até os 2, 3 anos de idade, assim como o desenvolvimento cerebral”, explica a gastroenterologista e endoscopista pediátrica Cristina Targa Ferreira, chefe do serviço de Gastro pediatria do Hospital da Criança Santo Antônio e professora da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre.

Os primeiros 1.000 dias da vida do bebê, completa Cristina, são o “período crucial para o desenvolvimento da microbiota”, onde a nutrição com leite materno tem enorme impacto na saúde e desenvolvimento. “O leite materno tem componentes essenciais”, finaliza Cristina.