Gases intestinais: Tudo o que você precisa saber

Alguns sintomas comuns como gases, dor abdominal, diarreia, intestino desregulado, cólica intestinal, prisão de ventre e constipação são associados ao mal funcionamento do intestino e sistema digestivo.
Normalmente, desconforto, sensação de inchaço e dor abdominal podem ser sintomas causados pelo excesso de gases intestinais que, apesar de não oferecem risco à saúde, na maioria das vezes, impactam negativamente na qualidade de vida de uma pessoa. Continue a leitura e saiba quando os gases intestinais podem ser preocupantes, por que eles se formam e o que é possível fazer para evitá-los.
Por que e como os gases intestinais se formam?
Os gases intestinais, na maioria das vezes, são formados devido a um processo do corpo chamado fermentação, que acontece durante a digestão dos alimentos. Outro meio com que os gases chegam ao intestino grosso é a ingestão de ar, que acontece naturalmente durante o dia enquanto falamos, nos alimentamos, ingerimos bebidas gasosas e – em alguns casos, ao fumar, mascar chicletes.
Parte do ar que não sai naturalmente da boca logo após entrar se acumula no estômago e pode ser eliminado por meio da eructação (popularmente chamada de arroto). Outra parte segue até o intestino delgado, onde são parcialmente absorvidos. Já o restante é direcionado ao intestino grosso, sendo eliminado em forma de flatos ou acumulado na região, podendo causar desconforto, dor e cólica abdominal.
O que pode provocar o excesso de gases intestinais?
A formação de gases intestinais é um processo fisiológico natural do organismo. No entanto, quando a pessoa passa a expelir mais de 25 gases ao dia, pode-se considerar um excesso. Alguns fatores contribuem para essa situação:
Alimentação – existem alguns alimentos que naturalmente são mais difíceis de serem digeridos pelo organismo ou podem provocar uma certa intolerância, como é o caso da lactose para algumas pessoas. Para que a digestão ocorra, é necessária a presença de mais bactérias, causando fermentação. Esse processo todo pode provocar um acúmulo de gases. Alguns exemplos de alimentos que estão mais associados com a formação de gases são:
- Leguminosas – feijão, lentilha, grão de bico;
- Vegetais crucíferos couve-flor, brócolis, repolho;
- Leite, ou derivados com lactose;
- Batata;
- Ovos;
- Carboidratos que contêm frutose e sorbitol, adoçantes usados em alimentos industrializados;
- Bebidas com gás ou fermentadas, como cerveja.
Distúrbios gastrointestinais – doenças inflamatórias intestinais, como a doença de Crohn e a retocolite ulcerativa, a síndrome do intestino irritável, infecções agudas ou problemas funcionais de constipação e má digestão podem aumentar a produção de gases.
Disbiose – é um desequilíbrio na microbiota intestinal, que é a população de bactérias que habitam o trato gastrointestinal. Em caso de disbiose, há predomínio de bactérias maléficas para a saúde, o que pode provocar gases e outros sintomas, como alteração de imunidade, prisão de ventre, diarreia, enjoo etc.
Excesso de deglutição de ar – isso pode acontecer pela ingestão exagerada de ar, comum em pessoas que fumam, respiram de forma incorreta, comem rápido demais ou enquanto falam, mascam chicletes, entre outros fatores.
O que fazer para evitar o excesso de gases intestinais?
É possível reduzir ou prevenir o desconforto causado pelo excesso de gases intestinais com uma combinação de mudanças de hábitos e evitando os comportamentos que estimulam o problema. Veja o que você pode fazer:
- Não fumar;
- Evitar mascar chicletes e balas duras;
- Comer devagar, mastigando bem os alimentos, evitando conversar enquanto faz a refeição;
- Praticar exercícios físicos regularmente – a atividade ajuda a não reter os gases pois estimula a digestão;
- Beber bastante água – a ingestão insuficiente de líquidos contribui para a formação de gases e má digestão;
- Ter cuidado com alimentos que provocam excesso de gases – fibras, grãos, leite (se você não é intolerante à lactose), ovos, batata e vegetais crucíferos são alimentos saudáveis e não é necessário eliminá-los da sua dieta. Porém, vale ajustar a quantidade ingerida caso sinta desconforto ao consumi-los. Já as bebidas gasosas e alimentos industrializados não causarão prejuízos na sua saúde caso sejam evitados;
Atenção: se mesmo com mudanças de comportamento a formação excessiva dos gases intestinais persistir, é aconselhável procurar um especialista para investigar as possíveis causas do problema e fazer o tratamento adequado. Para pessoas com intolerância à lactose, por exemplo, pode ser necessário suplementar a enzima (lactase) que digere esse tipo de açúcar. Se for diagnosticada alguma outra doença crônica, como as inflamatórias intestinais, podem ser prescritos medicamentos para aliviar os sintomas e controlar a atividade da doença.
Por que probióticos podem ajudar no controle da formação de gases intestinais?
É possível fazer uso de probióticos para apoiar o alívio do excesso de gases intestinais, principalmente quando o problema está relacionado a algum desequilíbrio na microbiota ou a alguma doença intestinal. Isso porque esses suplementos auxiliam a povoar a mucosa gastrointestinal com bactérias que fazem bem à saúde e “competem” com as bactérias maléficas.
Veja algumas situações em que os probióticos podem ajudar no controle do excesso de gases:
Melhora da cólica relacionada a gases intestinais em crianças
Estudos mostram que probióticos que contêm Lactobacillus podem ajudar no alívio desse tipo de dor, comum em bebês.
Ajuda no equilíbrio da microbiota intestinal
Um dos sintomas principais da disbiose são gases. Os probióticos ajudam a regular a população de microrganismos do nosso intestino, fazendo com que as “bactérias boas” prevaleçam. Além disso, contribui para a saúde digestiva e ajuda a fortalecer a imunidade.
Auxilia no alívio de sintomas de doenças inflamatórias intestinais –
De acordo com alguns estudos, combinações de Lactobacillus, Bifidobacterium, Saccharomyces e outras bactérias, como Streptococcus e E. coli não patogênicas, presentes em alguns probióticos, ajudam a reduzir a frequência de reincidência de doenças inflamatórias intestinais, como a retocolite ulcerativa e a doença de Crohn. Como consequência, os sintomas – entre eles, gases intestinais – podem ser aliviados.
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Referências
- https://www.h9j.com.br/pt/sobre-nos/blog/quando-os-gases-intestinais-preocupam – acessado em 19/01/2022;
- http://www.sbmdn.org.br/gases-intestinais/ – acessado em 19/01/2022;
- https://www.niddk.nih.gov/health-information/digestive-diseases/gas-digestive-tract/symptoms-causes – acessado em 19/01/2022;
- https://badgut.org/information-centre/a-z-digestive-topics/intestinal-gas/ – acessado em 19/01/2022;
- https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3002586/ – acessado em 19/01/2022;
- https://www.hopkinsmedicine.org/health/conditions-and-diseases/gas-in-the-digestive-tract – acessado em 19/01/2022.