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O que é dermatite atópica e o que pode causá-la?

O que é dermatite atópica e o que pode causá-la?

Pele seca e áspera, além de muita coceira: estes são os principais sintomas de quem convive com a dermatite atópica, uma doença crônica, de causas genéticas, que provoca inflamação na pele, levando ao aparecimento de lesões e crostas. Estima-se que 2,4% da população mundial sofra com o problema, que não é contagioso. 

No Brasil, pesquisa do Instituto Datafolha divulgada pela SBD (Sociedade Brasileira de Dermatologia) mostrou, que embora 59% dos brasileiros tenha apresentado ao menos um dos sintomas característicos da dermatite atópica, o diagnóstico ocorreu apenas em 1% dos casos – a maioria ou não procurou ajuda ou demorou a ter o diagnóstico correto. Continue a leitura para entender o que é dermatite atópica e quais os tratamentos para melhorar o quadro.

Quais as causas da dermatite atópica?

As causas da dermatite atópica ainda não são exatamente conhecidas, mas médicos e pesquisadores acreditam que o problema é decorrente de uma combinação de pele seca e sensível com um mau funcionamento no sistema imunológico do corpo. A maioria dos especialistas acredita ainda que a dermatite atópica tenha base genética e pode estar associada a outras doenças, como a asma e a rinite alérgica.

Embora nem todo paciente com asma e rinite alérgica tenha a dermatite atópica e vice-versa, é relevante para o diagnóstico que o médico saiba quando esses fatores estiverem presentes e associados aos problemas de pele, especialmente quando acometerem mais pessoas da mesma família.

Como é feito o diagnóstico da dermatite atópica?

É muito comum que a dermatite atópica demore a ser diagnosticada, já que seus sintomas são muito semelhantes a outras doenças de pele, como alergias e até psoríase – um problema que também provoca lesões descamativas.

No entanto, no caso da dermatite atópica, além da hereditariedade (isto é, mais membros da família devem ter o problema), a presença de rinite e/ou asma são fatores levados em conta, pois há risco aumentado para a dermatite atópica. Geralmente, o diagnóstico é baseado na observação clínica do médico especialista e relato de sinais e sintomas.

Quais os principais sinais e sintomas da dermatite atópica?

  • Pele seca e descamativa;
  • Coceira intensa (prurido);
  • Áreas secas com placas de pele salientes.

O quadro clínico da dermatite atópica costuma variar de acordo com a faixa etária da pessoa. São três estágios:

  • Fase infantil (3 meses a 2 anos);
  • Fase pré-puberal (2 a 12 anos);
  • Fase adulta (a partir de 12 anos).

Em crianças e bebês, as lesões costumam surgir principalmente no rosto, cotovelos ou nos joelhos. Crianças maiores e adultos apresentam lesões mais localizadas nas dobras do corpo como pescoço, cotovelo, atrás do joelho, mãos e tornozelos. Em casos mais graves, a dermatite atópica também pode acometer todo o corpo.

O excesso de coceira também facilita o surgimento de feridas que podem ser contaminadas por bactérias, vírus ou fungos, o que também leva a um agravamento do problema.

O que pode piorar a dermatite atópica?

Pacientes que convivem com a dermatite atópica sentem que existem gatilhos capazes de desencadear uma crise ou ainda piorar as lesões. De fato, alguns fatores podem agravar o problema:

  • Suor em excesso (por estar em ambientes quentes ou usando roupas quentes);
  • Variações repentinas de temperatura;
  • Baixa umidade do ambiente (o que favorece a pele ressecada);
  • Poluição;
  • Uso de roupas de lã, tecidos sintéticos e ásperos (que aumentam a coceira);
  • Banhos longos com água quente (que ressecam a pele);
  • Uso de sabonetes em excesso;
  • Esfoliação da pele com buchas e outros acessórios;
  • Estresse e ansiedade (aumentam a coceira).

Existe tratamento para a dermatite atópica?

Sim, embora ainda não exista cura para a doença. Dessa forma, o tratamento para dermatite atópica tem como foco melhorar a qualidade de vida do paciente, atuando para controlar a coceira, reduzir a inflamação na pele e prevenir o surgimento de novas crises.

Nesse sentido, existem medicamentos que ajudam a controlar a doença, como as pomadas e cremes à base de cortisona para uso tópico. Anti-histamínicos também podem ser usados para reduzir a coceira. Em casos mais graves, o médico pode recomendar o uso de corticoides via oral.

Outras formas de tratamento incluem:

  • Uso de antibióticos tópicos e via oral (em caso de infecções bacterianas);
  • Uso de imunossupressores via oral;
  • Fototerapia (com raios ultravioleta);

Como conviver com a dermatite atópica?

Quem convive com a doença precisa redobrar os cuidados com a pele, já que o tecido, mais sensível, está mais suscetível às crises de coceiras. Alguns cuidados ajudam a prevenir o aparecimento de crises e preservar a barreira de proteção da pele:

  • Hidratar a pele todos os dias com cremes específicos para pele sensível;
  • Usar roupas de algodão ou tecido macios, evitando fibras ásperas ou que impeçam a transpiração;
  • Evitar roupas apertadas;
  • Tomar banho com água morna e usar sabonete neutro, suave, para peles sensíveis;
  • Evitar esfregar a pele durante o banho e ao secar-se;
  • Evitar exposição a mudanças bruscas de temperatura e atividades que provoquem o suor (se for possível);
  • Reforce a ingestão de água e a hidratação da pele quando o tempo estiver seco ou frio;
  • Evitar coçar os locais de prurido e com placas e manter as unhas curtas para não machucar a pele;
  • Investir no manejo do estresse com práticas meditativas e/ou atividades físicas;
  • Anotar possíveis alimentos que atuam como gatilhos para crises e evitá-los;
  • Evitar o contato com substâncias irritantes presentes em produtos de limpeza, cosméticos e perfumes. Recomenda-se o uso de produtos hipoalergênicos (com baixo risco de provocar alergias).

Referências



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